Entrevista com Delphine Boutier

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Eu: Como você definiria um bom vinho?
Delphine: Ah, Fabio, um bom vinho é aquele do qual a gente gosta. Não poderia ser diferente. Já um vinho excepcional é aquele que te amociona, em combinação com a recordação de bons momentos vividos no instante da degustação. Não acredito em críticas de vinho. Se eu gosto, é o melhor vinho do mundo.

Eu: Você acredita no sistema de pontuação de vinhos?
Delphine: Pontuação não significa muita coisa. Acredito no equilíbrio do vinho, de suas características e propriedades. Um vinho equilibrado é prazer garantido. O importante é experimentar a diversidade. Vale a pena.

Eu: Qual o maior desafio para quem trabalha com vinhos e produtores?
Delphine: (suspiro) Ah, Fabio… (risos) essa é uma pergunta complexa. Há tantos desafios a serem vencidos. Certificação, qualidade, concorrência desleal… Bom, há tantos.

Eu: E qual o cenário do vinho?
Delphine: Como eu disse há pouco, experimentar a diversidade é fundamental. Os vinhos do novo mundo ajudaram a popularizar o consumo de vinhos na América Latina. Do ponto de vista técnico, ainda há muito a ser melhorado, mas é o mérito é inegável. A Europa precisa se modernizar, mas já há avanços, ainda que sejam incipientes. O brasileiro ainda toma pouco vinho, coisa de 1,8 litro anualmente. É pouquíssimo, mas já é um começo. Minha postura é bem otimista. Esse é um dos motivos que me trazem a Belém.

Eu: O que você achou de Belém?
Delphine: A cidade é linda, tem uma atmosfera mágica.. Há tantas cores.. e os aromas, então? Estou apaixonada pelo mercado (Ver-O-Peso) e pelas frutas. Estou levando bombons para Paris…

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