Palmito

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A palmeira nativa mais famosa do país

Com o manejo certo a extração desta
palmeira pode ajudar a preservar o nosso açaí
e outras espécies da floresta.

O palmito é uma destas iguarias que sofre com a extração predatória. O produtor irresponsável que não sabe fazer seu cultivo é capaz de destruir o açaí e parte do solo da plantação, prejudicando, inclusive o cultivo de outros espécimes. E para nossa felicidade temos produtores amigos da natureza que fazem este cultivo da forma certa e dentro das normas que ensinam a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Vasculhado encontrei um destes bons exemplos, no cultivo e consumo do palmito, que é a da empresa King of Palms, do empresário Cláudio Guimarães. E para minha surpresa este palmito tem o selo que atesta a marca para ser vendida nos países do Mercado Comum Europeu. O selo AB considera o produto de fabricação com técnicas naturais e ecologicamente corretas, o que inclui, no caso do palmito King of Palms, extração criteriosa e o não-uso de quaisquer tipo de pesticidas agrotóxicos e adubos artificiais. Além do selo AB, o palmito King of Palms tem a certificação da ECOCERT.

Agora com certeza nossas receitas estarão salvas.
A extração do palmito deve ser de maneira sustentável e com adubo natural. A terra dispensa o uso de adubo artificial, pois recebe uma variedade enorme de sedimentos e minerais trazidos pelo rio. A não utilização de agrotóxicos e o corte manual do palmito preservam o ecossistema. Só cortamos as estipes (caules em forma de folhas) maduras. Ao eliminar as mais velhas, favorecemos o crescimento dos brotos, contribuindo para o desenvolvimento da planta. Desta forma, o açaí amadurece mais rápido, permitindo várias colheitas no ano.

A combinação adequada de árvores, açaizeiros e outras palmeiras distribuídas na área, além de manter a diversidade florestal, é a chave para o sucesso do manejo do açaizal.

E uma curiosidade. Desde a época do descobrimento do Brasil o palmito é uma iguaria muito apreciada. Existem inclusive relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha, aquela que relata as riquezas encontradas aqui nas nossas terras.

Trechos da CARTA: Andámos por alí vendo a ribeira, a qual é de muita água e muito boa. Ao longo dela há muitas palmas, não mui altas, em que há muitos bons palmitos.

Colhemos e comemos dêles muitos… …Ali ficámos um pedaço, bebendo e folgando, ao longo dela, entre êsse arvoredo, que é tanto, tamanho, tão basto e de tantas prumagens, que homem as não pode contar. Há entre êle muitas palmas, de que colhemos muitos e bons palmitos…

E na mesa desta semana receitas deliciosas com o palmito. Durante esta semana no programa “Em Sua Companhia” da TV RBA às 07h30 faremos uma semana especial de receitas com o palmito. Mande sugestões para o nosso blog www.domgiuseppe.com.br/blog e quem sabe a sua receita pode ser feita no programa. Uma boa semana, bom apetite e até a próxima.

Entradas

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Entradas. Bom começo,
para garantir final feliz

Os ingredientes certos fazem a diferença na finalização do prato. E para aqueles momentos importantes de almoços ou jantares que lhe exigem mais requinte, as entradas são responsáveis pela boa imagem e sucesso da refeição, afinal, esperar pelo prato principal, com um aperitivo saboroso vale a pena.

Menores e mais baratas, entradas bem feitas podem roubar a cena não tenha dúvida. Em vez de simplesmente virem antes do prato principal, elas reinam e dominam o cardápio. Como sempre digo, uma entrada tem o poder de iniciar e encerrar sozinha, a refeição, se for bem feita. E não precisa ter ingredientes que você nunca ouviu falar, ou com técnicas bem elaboradas, basta ter sabor.

As entradas podem ser feitas com ingredientes regionais, ervas finas, carne, peixe ou frango. Frios ou quentes, as entradas podem garantir o sucesso do seu cardápio.

Você pode escolher conforme a preferência dos convidados ou surpreender com uma receita simples, porém saborosa. E não pense que preparar uma entrada é algo do outro mundo, difícil ou complicado? Negativo, pode ser simples, e divertida.

E as entradas tem muitos adeptos. Existem inclusive, pessoas que dispensam o prato principal para poder pedir duas ou mais entradas e, assim, experimentar pequenas porções de diferentes sabores, e também os que tentam comer menos. Confesso já ter feito isso, para conhecer melhor o cardápio de um restaurante.

Para você impressionar em alguma ocasião especial, algumas receitas interessantes de entradas. Aproveite e ganhe elogios.

Receitas

Casquinha de caranguejo

Ingredientes

200g de carne de caranguejo desfiada
1 tomate em cubinhos
1/2 cebola picada
2 dentes de alho picado
coentro a gosto picado
salsinha a gosto picado
100 ml de leite de coco
Azeite e sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
2 colheres (sopa) de farinha de mandioca torrada na manteiga
A própria casquinha de caranguejo, limpa e seca, para servir o tira-gosto.

Modo de preparo

Refogar a cebola e o alho em azeite. Juntar a carne de caranguejo. Refogar mais um pouco. Juntar o tomate e depois o leite de coco e misturar. Checar o gosto e acrescentar sal e pimenta-do-reino. Finalmente, juntar o coentro e a salsinha a gosto. Desligar o fogo. Colocar a carne temperada dentro da casquinha de caranguejo. Cobrir com a farinha refogada em um pouco de manteiga. Levar por alguns minutos ao forno e servir com gomos de limão.

 

Cebolas Recheadas Gratinadas

Ingredientes

4 cebolas brancas
água
200g de cogumelos
4 salsichas frescas
40 g de margarina
1 colher de sopa de farinha
Sal, pimenta
noz moscada
100 g de queijo mussarella

Modo de Preparo

Ligue o forno e regule-o para os 200 °C. Descasque as cebolas, escalde-as com água a ferver e deixe em imersão. Lave os cogumelos, enxugue-os bem e pique em pedaços pequenos. Tire a pele às salsichas.

Escorra as cebolas, corte-lhes uma tampa e escave o interior cuidadosamente de modo a não ferir as duas camadas externas. Derreta a margarina num tacho enquanto pica finamente a cebola que retirou do interior. Junte-a à margarina e deixe alourar.

Adicione os cogumelos picados e salteie até a água que largarem se evaporar. Adicione a carne das salsichas e deixe cozinhar, mexendo, até perder a cor rosada. Polvilhe com a farinha, misture bem e regue com o leite. Deixe engrossar mexendo.

Tempere com sal, pimenta e noz moscada. Retire do lume e junte cerca de 2/3 do queijo mussarela. Corte quatro quadrados de folha de alumínio e coloque uma cebola sobre cada um. Recheie com o preparado de salsichas, salpique com o restante queijo e feche os papelotes.

Coloque os papelotes num tabuleiro e leve ao forno durante cerca de 20 minutos.

Tomate Recheado

Ingredientes

4 tomates maduros
requeijão
1/2 molho de cebolinha
Sal, pimenta preta em grão
Azeite

 

Modo de Preparo

Lave e corte cada tomate em metades no sentido da largura. Retire um pouco da polpa. Desfaça o requeijão com um garfo e deite-o numa tigela. Misture com o cebolinho picado e tempere a gosto com sal e pimenta grosseiramente moída. Encha os meios tomates com o preparado e regue com um fio de azeite. Decore com cebolinha picada e sirva sobre alface.

Brasil Sabor

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Todos os sabores numa só arte.

Cada ingrediente, cada aroma, as cores, sabores e delícias que encantam. É neste ritmo saboroso que o Brasil Sabor foi lançado em Belém.

Já havia comentado na última semana que comer é uma arte. E quando comemos bem é melhor ainda. Belém está sendo sede regional de um dos eventos mais importantes da gastronomia nacional, o Brasil Sabor.

Este evento é organizado pelas Associações Brasileiras de Bares e Restaurantes do país – ABRASEL, em parceria com Sebrae e Ministério do Turismo. No período de 29 de abril até 31 deste mês, os associados da ABRASEL do país, criam pratos magníficos com toque regional de cada chefe. E depois as criações são colocadas no cardápio de cada restaurante, para que você possa saborear e opinar pelo que mais gostar.

Confesso que será uma tarefa difícil. Cada prato foi devidamente pensado, testado e aprovado por seus criadores, com o objetivo único de lhe agradar.

Na noite de estréia do Festival Brasil Sabor 2009, que aconteceu no último dia 11 de maio, no restaurante La Madre, os associados tiveram a oportunidade de mostrar sua arte em sabores incríveis.
O Festival Gastronômico Brasil Sabor 2009, está sendo realizado em 240 cidades brasileiras e com a participação de 1.344 restaurantes, incluindo nossa capital.

Aqui, em Belém você pode conferir as maravilhas em 22 restaurantes onde chefes de cozinha com criatividade desenvolvem verdadeiras jóias na culinária paraense utilizando-se de misturas com ingredientes regionais, resultando pratos de sabor inigualáveis.

Brasil Sabor experiente
22 restaurantes participantes

Camarão com palmito in natura e ervas paraenses – Amazon Beer
Filhote vitória régia – Avenida
Medalhão de Picanha – Boêmio
Moqueca de Pirarucu – Boteco das Onze
Filhore el Capone paraense – Capone
Peixe pai d’égua divina – Divina Comida
Lasanha paraense – Dom Giuseppe
Filhote na manteiga – Estação Mar Tropical
Bijupirá Tupiniquim – Familgia Trattotia
Pai d’égua do Frans – Frans Café
Confit de pato ao molho de taperebá
Risoto de Pirarucu com Camarão – La Traviata
Pescada Amarela em Crosta de Pupunha com espaguete de palmito e gelado de limão – Manjar das Garças
Pirarucu Salgado ao molho de agridoce de açaí – Marujos Estação
CheeseCake Paraense – Pizza Hut
Coxa de Pato ao molho velóute de tucupi e risoto de jambú com chicória – Restô das Docas
Paixão de cabocla – Spazzio a Bordo
Pizza Paraense – Spazzio Verdi
Tapioquinha da Amazônia – Tapioquinha Sabor Marajoara
Picanha suína ao molho Barbecue
Moqueca Mista – Trapiche
Espeto de carneiro – Tucuruvi

Patrocínio Regional: Sebrae/PA, Cerpa e apoio Regional  Paragás, Imbox e Infraero.

Apoiadores Regionais: PARAGÁS, IMBOX e INFRAERO e Associados participante.

 Ao longo da semana receitas do Brasil Sabor deste ano no programa “Em Sua Companhia”. E aqui no blog também. Aproveitem.

Abacaxi - Coluna de 18.05.08

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Segundo os estudiosos, a palavra abacaxi tem origem tupi e vem de ibacati, uma junção de ibá (fruto) e cati (cheirar fortemente). Seu nome científico é Ananas comosus e é uma frutescência, ou seja, cada gominho é um fruto independente que se juntou com os demais durante o processo de crescimento em torno do miolo.

O abacaxi, também chamado de ananás e nativo da América do Sul, hoje é cultivado nas áreas tropicais do mundo inteiro, inclusive no Brasil, Havaí, Porto Rico, México, Cuba, China, Sudeste Asiático e África do Sul. O termo ananás (em português e espanhol) é do guarani naná, e documentado em português na primeira metade do séc. XVI e em espanhol na segunda (1578), em que é empréstimo do português do Brasil ou da sua língua geral.

As duas variedades à venda mais encontradas são a smooth cayenne, conhecida como Havaí, e a pérola. A primeira pesa entre 1,3 e 2,5 quilos. Tem forma cilíndrica, polpa branca e é bem ácida. Já a pérola é menor, tem formato cônico, polpa amarelo-claro, é doce e pouco ácida.
Embora o abacaxi possa ser encontrado o ano inteiro, o pico da safra se dá em dezembro e janeiro. O sabor doce e levemente ácido faz do abacaxi fresco uma opção deliciosa como lanche ou sobremesa, podendo ser acrescentado às saladas de frutas, grelhado ou assado com frutos do mar, presunto, frango ou outras carnes. Com o cozimento, o abacaxi amolece, devido à quebra de celulose, um tipo de fibra que mantém a sua estrutura.

O abacaxi também é rico em fibras solúveis, o que poderia ajudar a controlar os níveis de colesterol no sangue. O abacaxi em lata não perde nenhuma quantidade significativa de vitamina C. Uma xícara de suco de abacaxi engarrafado conserva toda a vitamina C, enquanto que a mesma medida de abacaxi em calda contém cerca de 20mg. A fruta enlatada recebe calor suficiente para distribuir a bromelina. As calorias aumentam quando a fruta está em calda - uma xícara de suco engarrafado, feito com pedaços de fruta, tem 150 calorias, contra as 200 calorias de uma xícara de abacaxi em calda.

Depois de colhido, o abacaxi não amadurece. Na hora de comprar, procure os que tem fragrância e polpa amarela clara ou branca. Marcas castanhas indicam que a fruta está se estragando. Se você comprar a fruta inteira, verifique se é pesada e densa para o seu tamanho e se as folhas estão verdes.

BOX 1:
Essa fruta é rica em vitamina C e sais minerais como Cálcio, Ferro e Fósforo.
A vitamina C é um remédio de choque contra o frio, cansaço,gripe e depressão.

RISOTO DE ABACAXI E ERVAS:
Você vai precisar de:
1 abacaxi grande
1 cebola média picada em pedaços pequenos
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de vodca
1/2 xícara (chá) de arroz arbóreo ( esse arroz é específico para risotos e facilmente encontrados nos supermercados da cidade)
1 colher (sopa) de ervas da Provença desidratadas (se você não encontrar, substitua por salsinha desidratada. O efeito é quase p mesmo)
sal a gosto

Como preparar:
Descasque o abacaxi, separe 4 fatias de 1,5 cm de espessura cada uma e reserve.
Pique o restante em pedaços pequenos eliminando o talo central. Reserve.
Leve ao fogo uma panela com 1 xícara (chá) de água até ferver. Mantenha aquecida. Em outra panela, refogue a cebola na metade do azeite de oliva. Adicione a vodca e deixe cozinhar por 1 minuto. Acrescente o arroz e o sal e refogue, sem parar de mexer, por 4 minutos, ou até os grãos ficarem brilhantes.
Misture o abacaxi picado (com o caldo formado) e as ervas. Adicione, aos poucos (1 concha de cada vez), a água fervente e cozinhe, sem parar de mexer, por 25 minutos, ou até o arroz ficar “al dente” (não muito mole). Raspe o fundo e as laterais da panela, acerte o sal e retire do fogo. Tampe a panela e sirva depois de 3 minutos.
Enquanto isso, aqueça o azeite de oliva restante numa frigideira grande. Coloque as fatias de abacaxi reservadas e grelhe até dourar dos dois lados.

Como servir o prato: Retire do fogo, distribua as fatias de abacaxi nos pratos e coloque por cima o risoto. Decore com cebolinha francesa ou nirá (cebolinha japonesa) e polvilhe com as Ervas da Provença (ou salsinha desidrata picada).

Dica para tornar o risoto ainda mais saboroso:
Para deixar o risoto mais saboroso, aproveite as cascas do abacaxi, faça um chá e use-o no lugar da água para fazer a preparação.
PARA OCASIÕES ESPECIAIS, sugiro que você sirva este risoto com um vinho suave. Já que a receita leva fruta, sirva o prato com vinho moscato.

Caponata - Coluna de 11.05.08

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Coluna de 11.05.08
Título: Caponata
Subtítulo: Antepasto que ganhou o mundo

Olá, mais uma vez! Espero que todos estejam bem.
Continuarei, neste domingo, a falar sobre minha ida a Itália, em que participei de visitas às mais conceituadas vinícolas das regiões da Toscana e Piemonte. Satisfiz muitos desejos de comer pratos típicos e sobremesas com sabor inigualável. Falei aqui da minestrone e do Tiramisu, mas faltou falar da caponata, um dos antepastos sicilianos mais conhecidos no mundo.
A caponata é um prato vegetariano preparado a base de berinjelas, tomates, vinagre, alcaparras e outros legumes. Lá na Itália ouvi teorias controversas sobre a origem desta iguaria, que parece ser espanhola.
Segundo o historiador de culinária mediterrânea Clifford A.Wright, a caponata nasceu na Catalunha, muito embora o nome caponata possa enganar os mais afoitos em lingüística, pois leva qualquer um a pensar que seja algo relacionado com capo, nome dado aos chefões mafiosos. Claro que a popularidade deste antepasto na Sicília reforça ainda mais a tese do senso comum com a máfia.
Pino Correnti, autoridade para alimentos sicilianos, acredita que a origem seja proveniente da palavra em catalão caponada, cujo significado é “algo relacionado às videiras”. A receita de um prato muito parecido com a iguaria siciliana foi relatada pela primeira vez no ano de 1709 (origem etimológica).

Para Alberto Denti di Pirajno, professor, médico e gastrônomo siciliano, caponata deriva de um tipo gazpacho, um prato muito parecido com a caponata e que era servido a bordo dos navios espanhóis. Era um prato que continha muito vinagre, devido à sua ação conservante, tornando-o um alimento conveniente em alto mar.

Já Juan de la Mata no seu livro “Arte de Reposteria” publicado em 1747, afirma que o gazpacho mais conhecido era chamado de capón de galera. Consistia em pão ensopado num molho feito com água, anchovas, alho, vinagre, açúcar, sal e azeite de oliva.

Outra possibilidade citada por Giuseppe Coria, autor de vários livros da cozinha siciliana, é que a receita teve origem na palavra latina caupo (taverna), onde a cauponae — comida de boteco para viajantes — era servida, mas se for assim, a receita de caponata nada tem a ver com essa história.

Seja qual for a origem da caponata, ela acabou chegando aqui no Brasil e ganhou mais cores e sabores, além de arrebanhar fãs fervorosos… capi ou não!

Receita da Caponata:
Caponata Siciliana (Original)
Porções: 4 a 6

Ingredientes
- 4 berinjelas médias
- 150 g de azeitonas verdes picadas
- 1 colher (sopa) de alcaparras
- 6 ramos de aipo (salsão) ou pimentões coloridos
- 2 cebolas grandes cortadas em fatias finas
- 5 tomates maduros sem pele
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1/4 copo de vinagre de vinho tinto
- ½ copo de azeite de oliva extravirgem
- sal a gosto
- peperoncino moído na hora (pimenta vermelha)
- manjericão fresco

Preparo
Corte as berinjelas em pedaços irregulares (com casca). Espalhe sal por cima e coloque-as no escorredor de macarrão, deixando-as assim por cerca de 60 minutos (este processo serve para eliminar o gosto amargo das berinjelas). Depois disso, lave-as rapidamente em água corrente abundante e enxugue-as bem com papel toalha.
Limpe e lave o salsão. Corte-o no sentido transversal e cozinhe-o em água por cerca de 10 minutos. Escorra-o e reserve.
Lave muito bem as alcaparras para retirar o excesso de sal.
Numa frigideira grande, aqueça o azeite e comece a fritar as berinjelas por cerca de 3 minutos ou até que fiquem bem douradas. Retire-as com uma escumadeira e deixe escorrer bem.
No mesmo óleo, refogue as cebolas e o salsão. Depois disso, adicione os tomates, as azeitonas e as alcaparras. Acerte o sal e tempere com peperoncino a gosto. Faça cozinhar por cerca de 5 minutos.
Adicione as berinjelas e deixe cozinhar por mais 10-15 minutos, mexendo delicadamente de 4 a 5 vezes.
Adicione o açúcar e o vinagre. Deixe cozinhar por mais 3-4 minutos. Decore com o manjericão. Sirva morna ou fria.

Dica: as receitas de caponata variam de província para província siciliana; algumas incluem ingredientes como amêndoa, pinoli, uva passa, anchova e outras verduras como abobrinha e pimentão.

Obs.: a caponata também pode ser conservada para posterior consumação. Para isso, basta adotar o procedimento de potes herméticos e esterilizados. Lembre-se que no caso da caponata é bom cobrir o composto com 1 cm de azeite, antes de fechar a tampa para evitar oxidação e fungos. À medida em que for usando, é recomendável manter o nível do azeite. Conserve sempre na geladeira.

Dia das mães

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Hoje é dia das mães e claro que não esqueci da data. Optei por uma receita simples, para que os filhos possam fazer (se forem pequenos, sob a supervisão de um adulto) bonito à mesa.
Minha mãe, Jussara, não está mais entre nós, mas não significa que não a tenho perto de mim. Foi com ela que descobri o prazer de cozinhar e a ela devo meus méritos e conquistas. E não estou só. Tenho Ângela, minha irmã, ao meu lado, minha cúmplice, parceira e sócia. Mãe dos
meus sobrinhos Lucca e de um bebê que chegará ainda esse ano, para aumentar minha felicidade em ser tio. Obrigada por tudo, Ângela!
Enquanto escrevia essa coluna, lembrei-me da do ano passado, em que falei sobre flores na culinária. Hoje gostaria de oferecer flores às todas as mães: leitoras da coluna, clientes, admiradoras, críticas, amigas. E embora eu saiba que dia das mães é todo dia, sintam-se todas
homenageadas e sinceramente abraçadas. Um excelente domingo e bom apetite a todas!

Fabio Sicília - gastronomiasicilia@gmail.com

Tiramisú - coluna de 28.04.08

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Coluna de 28.04.08
Título: Tiramisú
Subtítulo: Como o delicioso pavê italiano ganhou o mundo e a fama de auxiliar nas conquistas amorosas

Não há momento em que eu não procure onde há Tiramisú, por perto, quando viajo para o exterior. Não podia ser diferente estando na Itália, berço desta sobremesa de que tanto gosto.
Tive oportunidade de experimentar três versões do Tiramisú e ainda prefiro a tradicional.
E você, caro leitor, já comeu Tiramisú? Sabe que ele guarda mistérios?

O Tiramisú é um refrescante clássico pavê italiano, cujo nome significa algo como “me escolha” (Tirami Su). Figurativamente, o nome pode ser traduzido ainda como “faça-me mais feliz” (ou menos triste). Antigamente, cortesãs de Veneza acreditavam que deveriam consumir o tiramisú antes que os cavalheiros chegassem, para obter energia para entretê-los durante a noite inteira.

Alguns doceiros dizem ter criado o doce em homenagem a Cosimo III, na ocasião de sua visita a Siena. Hoje em dia, o bolo é caracterizado por um gosto intenso e delicado. Para prepará-lo, seguindo a receita original, alguns ingredientes eram necessários: biscoitos Savoiardi, ovos, açúcar, rum e cacau. Na receita original não havia licor, já que destinava-se às crianças e idosos. A forma original do Tiramisú era redonda.

Originalmente, o tiramisú é feito com queijo mascarpone.
O mascarpone é um queijo muito cremoso, italiano, originário da região da Lombardia, e é conseguido através de uma mistura de leite de vaca (alimentadas com uma ração especial de ervas e flores) e uma solução de ácido tartárico.

História

Há muito debate em torno da origem do Tiramisú e não menção a ele, em documentos, antes de 1983. Em 1998, Fernando e Tina Raris (autores do livro “La Marca Gastronomica”, dedicado inteiramente à cuisine da cidade de Treviso) também disseram que o Tiramisú era uma invenção recente. Enquanto revelavam sua origem ao mundo, várias receitas e adaptações começaram a surgir. Há quem diga que o Tiramisú surgiu no final da Segunda Guerra, quando as mulheres faziam o doce para seus maridos levarem para o front – já que notadamente ela é uma fonte de energia.

Uma teoria menos glamourosa explica que a sobremesa era um modo de reaproveitar um bolo velho e café passado, utilizando um pouco de licor para umedecer o bolo seco.

Ingredientes
Básico:
- 100g de açúcar de confeiteiro
- 5 gemas
- 350g mascarpone (se não tiver o mascarpone, use o cream cheese)
- 3 claras em neve
- 100g de açúcar
- 1 limão
- 1 colher (chá) de rum
- 250g de bolacha champagne (na falta dos biscoitos originais, ficam muito bons)
- 1/2 litro de café amargo (o suficiente para molhar as
bolachas)
- 5 colheres (sopa) de chocolate em pó

Chantilly (no liquidificador):
- 250ml de creme de leite fresco
- 100g de açúcar
Modo de Preparo
Bata (na batedeira) durante 3 minutos o mascarpone, o açúcar de confeiteiro e as gemas, colocadas uma a uma. Reserve. Bata, a parte, as 3 claras em neve em ponto firme. Junte delicadamente o limão e o rum, em movimentos de baixo para cima. Reserve.
Coloque no liquidificador 250 ml de creme de leite fresco gelado.
Ligue e desligue por 10 vezes. Junte o açúcar e deixe bater até engrossar por mais ou menos 40 segundos. Molhe rapidamente os biscoitos, de 2 em 2, em café frio e deixe escorrer o excesso.
Montagem:
Numa vasilha, coloque uma camada de biscoitos já umedecidos, uma camada do creme de mascarpone, as claras em neve e o chantilly batido. Repita a operação até terminar a última camada com creme chantilly. Coloque na geladeira por duas horas. Na hora de servir, com auxílio de uma peneira fina, polvilhe o chocolate em pó.

Coluna de 20.04 - Minestrone

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Receita tradicionalíssima italiana, com gosto de “lar”

Estou na Itália, em um evento de viniviticultores e produtores de vinhos, enólogos e sommeliers e cada vez que venho à “bota”, sinto-me em casa. Foi aqui, no Piemonte, que estudei, que construi toda minha formação de chef de cozinha. Também tenho uma relação de muita nostalgia, porque meu pai nasceu aqui e tenho família aqui. Essa sensação de “reencontro” é muito presente, enquanto escrevo a coluna deste domingo.

Estou em um hotel muito confortável. Depois de muitas horas de vôo, cheguei acabado e só pensava em descansar. Depois do banho, bateu a fome e desci para o restaurante, em busca de “algo acolhedor”. Ao buscar algo que me apetecesse, estacionei os olhos na parte de caldos e sopas e lembrei-me da minestrone que meu pai fazia. A receita continua em família, porque ele aprendera com minha avó, Ângela. Minestrone é comida de gente humilde e originalmente nasceu para atender às necessidades nutricionais de quem trabalhava na terra diariamente. Deve ser feita no dia e é considerada prato principal. Minestrone é parte do que é conhecida na Itália, como cucina povera (literalmente “cozinha pobre”).
Percebo que, devido à sua origem única e ausência de uma receita original, a minestrone nunca é a mesma coisa, principalmente na Itália: ela varia, dependendo de quão tradicional é a cozinha que a executa, da época do ano e da sazonalidade dos ingredientes. Não se engane: minestrones são grossos, espessos, com legumes cortados toscamente e com carne.

Etmologia:
Há três palavras italianas, que correspondem à palavra portuguesa “sopa”: zuppa, que é geralmente uma sopa de tomate ou sopa de peixe; minestra, que é uma sopa mais substancial de legumes e minestrone, que significa essa sopa grossa, espessa, maior e para saciar as necessidades do corpo (e por que não dizer, da alma também?)

Em tempo: a minestrone chegou fumegante à mesa, perfumada e era exatamente o que eu tanto queria. Também vieram fatias de pão italiano como acompanhamento. E vinho. Foi o começo perfeito, para quem ainda tem alguns dias de jornada pela frente.

O que é minestrone?

A minestrone é um sopa italiana muito espessa, composta por uma grande variedade de legumes cortados (os mais usados são: feijões, cebolas, cenouras, aipo e que leva obrigatoriamente arroz ou massa cortada e também pedaços de carne.
Há tantas maneiras de preparar minestrone, quanto há mammas italianas. Mas a base é sempre a mesma: caldo de carne e legumes. Confira uma receita bem tradicional, mas “não se avexe”. Você pode colocar os ingredientes que quiser. Só não vale usar azeite de dendê!

A receita é imperdível e o gosto é divino. Espero que vocês gostem! Bom apetite!

Ingredientes

1/2 xícara (chá) de feijão-branco
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola média picada
1 cenoura cortada em cubos
1 talo de salsão cortado em rodelinhas
1 batata cortada em cubos
1/2 xícara (chá) de vagem cortada em rodelinhas
1 abobrinha com casca cortada em cubos
1/2 xícara (chá) de repolho ralado
1 l de caldo de carne (se for usar cubos, dissolva apenas 2)
1/2 lata de tomate italiano sem pele
sal e pimenta-do-reino a gosto
1/2 xícara (chá) de parmesão ralado
Modo de Preparo1. Numa tigelinha, coloque o feijão branco e cubra com o triplo de água. Deixe de molho por 12 horas.

2. Lave a cenoura, o salsão, a vagem e a abobrinha sob água corrente.

3. Numa tábua, pique os legumes e o tomate italiano. Reserve o suco da lata do tomate.

4. Numa panela grande, aqueça o azeite e a manteiga no fogo baixo. Quando esquentar, coloque a cebola picada e mexa até ficar dourada.

5. O segredo para preparar o Minestrone é não colocar todos os ingredientes na panela ao mesmo tempo, pois cada legume tem o seu tempo de cozimento. Por isso, entre as adições dos legumes, deixe cada um cozinhar por 3 minutos, mexendo de vez em quando. Aumente o fogo para médio e acrescente os legumes na seguinte ordem: a cenoura picada, a batata em cubos, a vagem picada, a abobrinha em cubos e o repolho ralado.

6. Junte o caldo de carne, o tomate italiano picado e o suco da lata. Se estiver usando caldo em cubo, experimente antes de temperar com sal. Aumente o fogo e deixe ferver. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 1 hora e 30 minutos.

7. Escorra a água do feijão branco e lave-o sob água corrente. Transfira para uma panela e cubra com água. Leve ao fogo alto e, quando ferver, abaixe o fogo. Tampe a panela e deixe cozinhar por 1 hora ou até que o feijão esteja cozido, porém os grãos não devem estar moles. Escorra a água e reserve o feijão.

8. Na panela com a sopa, acrescente o feijão e deixe cozinhar por mais 30 minutos. O Minestrone é uma sopa grossa, porém, se você desejar uma sopa mais fina, acrescente mais caldo de carne.

9. No momento de servir, polvilhe a sopa quente com o queijo ralado.

Mel - coluna de 30.03

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Coluna de 30.03.2008
Título: Mel
Subtítulo: presente da natureza para nós

Você gosta de mel? Eu adoro. Há um ano, acho, recebi uma encomenda muito feliz: preparar bolos, pães e salgados (sim, salgados) a base de mel, para um chá que aconteceria no restaurante, com o objetivo de promover uma fábrica de produtos com mel. Foi um sucesso absoluto! Conseguimos (eu e minha cozinha) elaborar pratos maravilhosos (foram bolos, biscoitos, suco com gengibre, quiches salgadas com frango, mel e pimenta rosa, entre muitas outras delícias) e recebemos muitos elogios ao final do evento.
Por isso decidi falar sobre o mel hoje.
Você, caro leitor, é meu convidado a desvendar os segredos e peculiaridades deste néctar dos deuses. Bom apetite!
p.s.: agradeço os emails que recebi, sobre a coluna de Páscoa.

Um pouco de História
O mel é utilizado pela humanidade desde a pré-história. Por vários séculos, foi retirado dos enxames de forma extrativista e até mesmo predatória, muitas das vezes causando danos ao meio ambiente e matando as abelhas. Tratava-se, pois, de uma verdadeira aventura, pois muitas das vezes as abelhas nidificavam em locais de difícil acesso e de grande risco para os coletores.
Entretanto, com o tempo, o homem aprendeu as técnicas de manejo dos enxames de forma que houvesse maior produção de mel sem causar prejuízos ambientais, dando origem assim à apicultura.
Várias civilizações consideravam o mel como um alimento de excelência, existindo inúmeras referências em pinturas rupestres e em manuscritos do antigo Egito, Mesopotâmia, Grécia, Israel e Roma.

Indo mais longe (fonte: wikipedia)
De acordo com a obra de Eva Crane, “Honey, a Comprehensive Survey”, há informações de que os sumérios, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5000 a.C., já usavam o mel como fonte de alimento. Dos textos sumérios que sobreviveram até os nossos dias, são conhecidas duas passagens que falam a respeito do mel.
Existem registros de que, em torno de 2400 a.C., os egípcios começaram a colocar as abelhas em potes de barro. A retirada do mel ainda era muito similar à caçada primitiva, entretanto, os enxames podiam ser transportados e colocados próximo à residência do produtor. Os enxames passaram a ser transportados e colocados próximo à residência do produtor.
Os babilônios já usavam o mel também na Medicina.
Homero, o poeta, na sua consagrada Odisséia, fala sobre uma mistura de mel e leite, chamada “melikraton”, que era considerada uma excelente bebida; menciona também que as filhas órfãs de Píndaro eram alimentadas pela deusa Vênus (Afrodite) com queijo, mel e vinho – os mesmos alimentos usados por Circe, a feiticeira, que fascinou os companheiros de Ulisses.
Todavia, escavações feitas em Feston, na ilha de Creta, por companhias arqueológicas italianas, trouxeram à luz colmeias de barro que pertenceram à época minóica, 3400 a.C., numa época bem anterior a Hesíodo e Homero. Outros achados destas escavações revelam o alto estágio da apicultura desta época. Entre eles estão duas jóias de ouro; uma delas mostra duas abelhas, datada de 2500 a.C., e foi encontrada nas escavações da antiga cidade de Cnossos.
Séculos mais tarde, os gregos começaram a colocar os seus enxames em recipientes com forma de sino feitos de uma palha trançada chamada de colmo, vocábulo este que deu origem à palavra colméia. Porém, teria sido Aristóteles quem provavelmente teria realizado os primeiros estudos com métodos científicos a respeito de abelhas utilizando para tanto uma colmeia cilíndrica feita com ramos de árvores entrelaçados com uma mistura de barro e estrume de vaca. Esta colmeia na atualidade é chamada de “anastomo”ou “cofini” e, em certas regiões da Macedônia, ainda é usada em produções artesanais.
Contudo, muitas civilizações da Antigüidade consideravam as abelhas como seres sagrados e que por isso faziam parte de cultos religiosos, surgindo assim várias lendas a respeito desses insetos. O mel era muito usado pelos antigos egípcios, especialmente pelos sacerdotes, tanto nos rituais e cerimônias como para alimentar animais sagrados.
Por sua vez, o mel também foi considerado um símbolo de riqueza e de poder. Nas pirâmides dos faraós, por exemplo, foram encontrados, entre vários tesouros, mel no estado cristalizado. Inclusive, algumas experiências feitas com esses achados demonstraram que, mesmo depois de três milênios, o mel das tumbas dos antigos reais egípcios ainda poderia ser utilizado para consumo, constatando-se, assim, o seu longo estado de conservação, embora tivesse perdido algumas de suas propriedades.
Na Bíblia, o mel também é ocasionalmente mencionado em diversas passagens do Antigo Testamento, sendo citado em alguns Salmos:
Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais do que o mel à minha boca. (Salmo 119:103)
O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. (Salmo 19:9-10)
No livro de Provérbios, o mel é mencionado pelo autor como um medicamento natural, o que demonstra que os hebreuss, assim como os babilônicos, também já utilizavam esta substância não só com fins alimentares mas também terapêuticos:
Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. (Provérbios 16:24)
Em sua poesia de Cântico dos Cânticos, Salomão, o mesmo autor da maioria dos Provérbios, faz outra menção ao mel, incluindo-o como um dos mais excelentes produtos da época:
Já entrei no meu jardim, minha irmã, noiva minha; colhi a minha mirra com a especiaria, comi o meu favo com o mel, bebi o meu vinho com o leite. Comei e bebei, amigos; bebei fartamente, ó amados. (Cantares 5:1)
No Evangelho segundo Lucas, no Novo Testamento, diz que Jesus, depois de ter ressuscitado, comeu um favo de mel quando apareceu aos discípulos:
E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhe disse: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então, lhe apresentaram um pedaço de peixe assado [e um favo de mel]. E ele comeu na presença deles. (Lucas 24:41-43)

CURIOSIDADE
VOCÊ SABIA?
O padre José de Anchieta teria sido o primeiro a relatar da abundância do mel e das espécies de abelhas existentes no Brasil, e assim diz:

Encontram-se quase vinte espécies diversas de abelhas, das quais umas fabricam o mel nos troncos das árvores, outras em cortiços construídos entre os ramos, outras debaixo da terra, donde sucede que haja grande abundância de cera. Usamos do mel para curar feridas, que saram facilmente pela proteção divina. A cera é usada unicamente na fabricação de velas.

Variedades do mel
Existem dezenas de variedades de mel de abelhas que podemos obter: segundo a floração, os terrenos de obtenção ou ainda segundo as técnicas de preparação. Dessa forma variam em cor, aroma e sabor. Diferenciam-se, assim, na cor, indo do branco incolor, amarelo ao castanho principalmente.
Outra característica marcante em alguns méis é a consistência líquida ou endurecida que poderá apresentar quando armazenado em recipiente, sendo de igual qualidade sob esse aspecto.
No que diz respeito ao néctar, pode provir de uma única flor (mel monofloral) ou de várias (mel plurifloral).
Certamente não há mel rigorosamente monofloral, entretanto a presença de outro néctar em pequena quantidade não influi apreciavelmente no seu aroma, cor e sabor.
É importante salientar que, a despeito de o mel utilizado atualmente em maior escala na alimentação humana provir da produção das abelhas melíferas, existem outros insetos que também o produzem em menor quantidade.

Composição e uso
Além de ser utilizado como adoçante, o mel sempre foi reconhecido devido às suas propriedades terapêuticas. De um modo geral, o mel é constituído, na sua maior parte (cerca de 75%), por hidratos de carbono, nomeadamente por açúcares simples (glicose e frutose). O mel é também composto por água (cerca de 20%), por minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros), por cerca de metade dos aminoácidos existentes, por ácidos orgânicos (ácido acético, ácido cítrico, entre outros) e por vitaminas do complexo B, por vitamina C, D e E. O mel possui ainda um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).
Os vários tipos de mel variam em função das plantas de onde é extraído o néctar e, também, de acordo com a localização geográfica dessas plantas e os tipos das abelhas produtoras. Por esta razão, o mel pode apresentar consistências e cores diferentes. Devido ao seu teor de açúcares simples, de assimilação rápida, o mel é altamente calórico (cerca de 3,4 kcal/g), pelo que é útil como fonte de energia.

O mel é também usado externamente devido às suas propriedades anti-microbianas e antissépticas. Assim, o mel ajuda a cicatrizar e a prevenir infecções em feridas ou queimaduras superficiais. O mel é também utilizado largamente na cosmética (cremes, máscaras de limpeza facial, tônicos, etc.) devido às suas qualidades adstringentes e suavizantes.
Juntamente com o mel, as abelhas produzem outros importantes produtos a saber a cera, a geléia real, e Própolis.
Própolis é obtida pelas abelhas a partir de resinas retiradas principalmente de secreções de árvores, quando destas se quebra algum galho. Dessa forma a árvore se protege com um produto natural com poder bactericida e a abelha reprocessa essa seiva originando a Própolis. Esta é utilizada pelas abelhas para duas finalidades principais: vedar a colmeia de maneira a não entrar água, vento ou outro animal; e serve também para mumificar outros insetos que penetrem na colmeia e são eventualmente mortos.
A Própolis é bastante útil ao ser humano que a usa como auxiliar medicamentoso uma vez que possui poder bactericida, como já visto.
Uma bebida fermentada a partir do mel e água é denominada hidromel.

Receita (minha receita de biscoitos de mel):

• 1 colher (sopa) de raspas de limão
• 300 g de mel
• 1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
• 2 copos americanos de açúcar
• 5½ copos americanos de farinha de trigo
• 1 colher (chá) de cravo da índia moído
• 1 colher (chá) de fermento em pó
• 1 colher (sopa) de canela em pó
• 1 ovo
• 3 gotas de essência de amêndoas
• 250 g de manteiga ou margarina sem sal
• 125 g de amêndoas moídas com pele

Ferva o açúcar com o mel, até dissolver e obter uma calda homogênea. Junte as amêndoas, a essência, a canela, o cravo e a baunilha. Deixe esfriar e adicione o restante, misturando até formar uma massa espessa. Abra a massa, corte os biscoitos, usando cortador próprio ou um copo pequeno, e coloque em assadeira untada. Asse em forno preaquecido. Deixe esfriar e guarde em recipiente bem fechado ou congele. Temperatura quente (200º C).
Tempo de forno cerca de 10 minutos.

- Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha de trigo e polvilhe a mesa para abrir a massa.

Páscoa

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Coluna de 20.03.08

Título: Páscoa
Subtítulo: Momento de alimentar o espírito

Feliz Páscoa! Enquanto estava ao computador, pensando nas palavras da coluna deste domingo, lembrei de nossa infância (minha e de Ângela, minha irmã e sócia), em datas especiais. Nossa mãe, Jussara, tinha um gosto pelo lúdico. Não sei se já tive oportunidade de comentar aqui que ela se vestia de Papai Noel, quando do período do Natal, e fazia apresentações especiais para crianças que tinham menos que nós. Na Páscoa não podia ser diferente: esperávamos ansiosos pelos ovos do coelho, escondidos nos cômodos da casa ou pelo jardim. Com talco e algodão ela fazia as pegadas do coelho, para que pudéssemos achar os presentes (leia-se, lindos ovos de chocolate) espalhados.

Quando meu sobrinho, Lucca, nasceu, fazíamos a mesma coisa com ele. Era, no mínimo, encantador vê-lo correr pela casa atrás de um coelho imaginário. Hoje, depois de alguns anos e muita “perseguição” ao coelho da Páscoa, ele não faz mais isso; pede (com direito ao número específico, marca e brindes) o ovo de chocolate.

Ah, mas antes que esqueça e voltando lá à minha infância e de Ângela: nossa busca ao tesouro quase sempre terminava na cozinha. Fazíamos, a seis mãos, bolo de chocolate e outras delícias a base deste ingrediente.

Por isso gosto tanto dessa época. Ela é mais intimista que o Natal. É o período ideal para alimentar o espírito. E você, caro leitor, já sabe como vai alimentar o seu?

A Páscoa (do hebraico Pessach, que significa passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificaçã. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A coluna de hoje traz idéias para sua manhã e almoço de Páscoa… Bom apetite!

Bacalhau de Páscoa Light (para quem não quer exagerar à mesa e comer muito chocolate ;-)
Ingredientes
Bacalhau
Batatas-inglesas
Pimentões
verdes, vermelhos e amarelos
tomate-cereja
Farinha de rosca
Azeite de Oliva
1 ovo batido
Brócolis
Modo de fazer
Dessalgar o bacalhau e cortá-lo em porções quadradas, ferver até ficar macio e escorrer. Cozinhar as batatas com casca, depois descascá-las e cortá-las em fatias não muito finas. Cortar os pimentões em tiras finas (serão usadas apenas para guarnição e enfeite).
Lavar o brócolis, fervê-lo por 1 minuto na água com sal, escorrer e colocá-lo imediatamente em uma tigela com água e gelo, para cortar o cozimento.
Pincelar a superfície de cada porção do bacalhau com o ovo batido e salpicar com a farinha de rosca, levando em seguida ao forno para gratinar.
Montagem
Colocar prato algumas fatias de batata, em seguida a posta do bacalhau já gratinada, e ornamentar em volta com os raminhos do brócolis cortados a gosto, as tirinhas de pimentão, os tomatinhos e regar com azeite.
Batatas ao murro
Ingredientes
4 batatas grandes
2 l de água
4 colheres (sopa) de sal grosso
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
alecrim a gosto
papel-alumínio

Modo de Preparo
1. Sem descascar as batatas, lave-as bem sob água corrente.
2. Numa panela grande, coloque as batatas com a casca e 2 litros de água. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar por 45 minutos. Transfira as batatas escorridas para um pano de prato limpo.
3. Quando esfriar, dê um murro em cada batata. Elas devem ficar ligeiramente achatadas e abertas.
4. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
5. No fundo de uma travessa refratária, espalhe metade do sal grosso e disponha as batatas. Salpique o restante do sal, regue com o azeite e polvilhe com o alecrim. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido para assar por 15 minutos. Sirva especialmente com peixes.

Pavê de chocolate:
Para a base
Ingredientes
250 g / 1 pacote de biscoito champanhe
1 copo americano leite
3 colheres (sopa) de achocolatado em pó
2 colheres (sopa) de conhaque
200 g de chocolate meio amargo
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
1/2 xícara (chá) de leite
Modo de Preparo1. Numa panela pequena, junte 1 copo de leite, o achocolatado e o conhaque e leve ao fogo médio. Quando ferver, desligue e deixe esfriar.

2. Com o auxílio de uma colher, mergulhe um biscoito champanhe de cada vez na mistura de leite com achocolatado e o conhaque por apenas 10 segundos. Retire, deixe escorrer o excesso e disponha o biscoito numa travessa retangular de tamanho médio. Repita a operação com todos os biscoitos, colocando-os uns ao lado dos outros até formar uma camada completa. Reserve.

3. Numa panela, coloque a 1/2 xícara (chá) de leite, o chocolate picado, o açúcar e a manteiga. Leve ao fogo baixo, mexendo sem parar até o chocolate derreter completamente. Desligue o fogo.

4. Com uma colher, regue a camada de biscoitos com a mistura de chocolate derretido. Espalhe bem a mistura com as costas da colher.Para a coberturaIngredientes2 latas de leite condensado

Para a cobertura
1 medida de lata de leite
3 ovos
1 caixinha de creme de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
Modo de Preparo1. Em duas tigelinhas, separe as claras das gemas.

2. Numa panela, junte o leite, as gemas e o leite condensado e leve ao fogo médio até ferver, mexendo sempre. Abaixe o fogo e continue mexendo. Quando o creme começar a desgrudar do fundo da panela, conte 5 minutos e desligue. Deixe esfriar.

3. Na batedeira, coloque as claras e bata até o ponto neve. Acrescente o açúcar e continue batendo por mais 3 minutos. Junte o creme de leite à e bata rapidamente para misturar por, aproximadamente, 30 segundos.

4. Na travessa com os biscoitos, despeje o creme de gemas e de leite condensado. Espalhe bem com as costas de uma colher. Cubra com o creme de claras e espalhe com cuidado, para que o pavê fique bem nivelado. Leve ao congelador por 1 hora e meia. Retire do congelador e sirva a seguir.

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