A viagem foi corrida, cansativa, mas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a!!!
Estou descarregando as fotos e logo atualizarei nosso blog!
Estou em casa.
Cheguei à Itália ontem, para uma micro, mínima temporada de vinhos.
Ficarei em duas lindas regiões: Toscana e Piemonte.

Claro que não esqueci. Aliás, como poderia? Foi a terra que acolheu meus pais e que chamo de lar. Sentei-me há pouco para atualizar o blog do restaurante e fiquei pensando no que escrever sobre os 392 anos de Santa Maria de Belém do Grão Pará…. Recebi esse texto de uma amiga, colaboradora e tão apaixonada por Belém quanto eu (o link completo é o: http://tomatoepotato.blogspot.com/2007_10_01_archive.html)
“ [...] Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece o mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.
Olha que tenho visto bem coisas estupendas. Vi o Rio em todas as horas e lugares, vi a Tijuca e a Stº Teresa de você, vi a queda da Serra para Santos, vi a tarde de sinoa em Ouro Preto e vejo agorinha mesmo a manhã mais linda do Amazonas. Nada disso que lembro com saudades e que me extasia sempre ver, nada desejo rever como uma precisão absoluta fatalizada do meu organismo inteirinho.
[...] Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despoertou em mim. E como já falei, sentar de linho branco depois da chuva na terrasse do Grande Hotel e tragar sorvete, sem vontade, só para agir”.
(Trecho da Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, junho, 1927)
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