Receitas da Coluna “Gastronomia”

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Mousse de limão


Ingredientes:
1 xícara (chá) de leite condensado
1 xícara (chá) de creme de leite
1/2 xícara (chá) de suco de limão
4 claras batidas em neve
raspas de limão para decorar

Modo de fazer:

Primeiro, coloco na tigela a batedeira o leite condensado com o creme de leite e bato até que a mistura engrosse.
Depois, vou acrescentando, aos poucos, o suco de limão, ainda batendo.
Em seguida, desligo a batedeira e adiciono as claras batidas em neve, mexendo delicadamente para incorporá-los à mistura.
Então, distribuo a mistura em taças, decoro com as raspas de limão e levo à geladeira.

Limonada Suíça
Descasque os limões com uma faca afiada. Tire tudo, a casca verde e pele branca. Deixe só a polpa. Bata no liquidificador com água gelada. Passe por uma peneira. Acrescente açúcar e gelo a gosto. Sirva em copos altos! Há quem adicione leite (ou leite condensado) para ficar mais cremoso.

Dicas

O limão produzirá muito mais sumo se antes de cortá-lo você o aquecer ligeiramente.

Se precisar apenas de umas gotas de limão é claro que não é necessário usar um limão inteiro nem cortar. Espete um garfo com os dentes e esprema ligeiramente o sumo sobre o alimento que quer.

Muitas vezes os limões secam. Para evitar que eles sequem basta guardá-los em água gelada e se já estiver cortado, envolva-o em papel de alumínio.

As tais physalis

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Peguei o texto abaixo do site de uma amiga/colaboradora (aliás, eis o link: http://tomatoepotato.blogspot.com/2007/11/fabio-e-physalis.html). É bem bacana e espero que vcs gostem. Abraços, Fabio.

“Tem uma história que o Fabio (Sicília) sempre conta nos workshops dele, principalmente quando se discute valorizar o que é da terra. Aliás, pedi licença a ele para contar essa história aqui.

Quando o Fabio foi morar na Itália (para estudar Gastronomia no ICIF), uns 15 anos atrás, apresentaram para ele uma frutinha lindinha, bem cara por lá (“já calculei em valores atuais e cheguei a ligar para um conhecido chef que mora lá, só para saber a cotação da fruta”, falou o Fabio dia desses): 54 Euros. Um absurdo: quase R$150 reais o quilo da fruta. A tal frutinha (que lembrava muito uma cereja desbotada, meio laranja) era vedete entre os chefs europeus e chegou a ser comparada com trufas negras (nossa!!!). “Não dava para trazer na mala, por conta do tempo de viagem”, ele disse.

Ele prometeu que quando voltasse para o Brasil, procuraria a tal fruta em São Paulo, parada obrigatória no retorno para Belém.

Saiu caminhando pelo Mercado Municipal de Sampa e encontrou a tal fruta: Physalis. Em terra tupiniquim, o valor da fruta era bem salgadinho, mas bem mais acessível que na Europa (uns R$50) e, convenhamos, de São Paulo para Belém seriam só 5 horas. Lá veio o Fabio, com as tais frutas na mão.

Dia seguinte: reunião com os funcionários do Dom Giuseppe – todos curiosíssimos pelas novidades do recém-formado chef e ele mais excitado ainda:
“Trouxe para vocês uma frutinha que é vendida a peso de ouro na Europa – Physalis é o nome dela, foi super cara”. Lógico que todos fizeram fila para ver e ao abrir o pacote. Logo, veio o ar de desapontamento… Um funcionário externou o sentimento coletivo:

“Ei Fabio, isso é camapu, dá no quintal de casa, é considerado mato aqui no Pará e eu sempre mando queimar… ”

No calor da cozinha

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No calor da cozinha 

Eu adorei essa imagem. E vocês?

A Payard e reflexões gastronômicas

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Payard

Nessas minhas andanças pelo mundo, já vi de tudo (ou quase tudo). Tenho procurado muitas novidades para levar para o Brasil (em especial que possam ser incorporadas ao cardápio do Dom Giuseppe) e cada vez minha “lista” aumenta mais. Mais algo tem me chamado atenção - notar que o norte-americano tem o american way of life, mas não tem uma culinária típica. Antes que isso soe pretencioso, adianto-me: Miami e Las Vegas não me seduziram no culinária. Há coisas bem interessantes, mas com aquele toque cosmopolita, tão pouco típico. Por aqui o açúcar e a gordura são utilizados sem muita economia (e bom senso). Não é à toa que a obesidade seja considerada a doença do milênio. Aqui se come filé a parmeggiana (não que não comamos no Brasil e esse prato é um dos carros-chefe do DG), comida árabe, sushi (nós também), entre tantas outras iguarias. Mas não tem a maniçoba, o caranguejo, peixes de mar e de rio, jambu. É disso que falo - não há uma culinária única, típica.

E andando por aqui, entrei na Payard, uma elegante loja de chocolates. O termo “loja” não é o mais apropriado - trata-se muito mais de uma boutique. Há Payards no Brasil (Rio e São Paulo), mas nenhuma tem a beleza da filial de Las Vegas. Bom, mas voltando ao chocolate (que é divino, não tenham dúvidas), experimentei algumas coisas e cheguei a uma conclusão (provocativa): o que faz um bom chocolate? Um bom cacau (amêndoas torrefadas ao ponto, secas, maduras)? Um bom leite (chocolate ao leite)? Um bom açúcar ou adoçante (estamos falando de variados tipos de chocolate)? Manteiga de cacau? Por acaso você já experimentou cacau nativo, da nossa região? O gosto é tão bom quanto. Com uma vantagem: é feito aí no Brasil (no Pará, para ser mais específico), utilizando mão-de-obra local, valorizando o que é da terra. E nem sempre o que é “melhor”, vem de “fora”.

Donuts - um símbolo norte-americano

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donuts

Le Rêve

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Antes de mergulhar na maratona do Cirque du Soleil, encarei o desafio de assistir um espetáculo do qual nunca tinha ouvido antes - o Le Rêve - e não me arrependi. Espero que vocês gostem. E coloquei um trecho em nossa página. Abraço, Fabio.

Feliz Aniversário, Belém!

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Foto do Grand Hotel. Arquivo do DPAH

Claro que não esqueci. Aliás, como poderia? Foi a terra que acolheu meus pais e que chamo de lar. Sentei-me há pouco para atualizar o blog do restaurante e fiquei pensando no que escrever sobre os 392 anos de Santa Maria de Belém do Grão Pará…. Recebi esse texto de uma amiga, colaboradora e tão apaixonada por Belém quanto eu (o link completo é o: http://tomatoepotato.blogspot.com/2007_10_01_archive.html)

“ [...] Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece o mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.

Olha que tenho visto bem coisas estupendas. Vi o Rio em todas as horas e lugares, vi a Tijuca e a Stº Teresa de você, vi a queda da Serra para Santos, vi a tarde de sinoa em Ouro Preto e vejo agorinha mesmo a manhã mais linda do Amazonas. Nada disso que lembro com saudades e que me extasia sempre ver, nada desejo rever como uma precisão absoluta fatalizada do meu organismo inteirinho.

[...] Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despoertou em mim. E como já falei, sentar de linho branco depois da chuva na terrasse do Grande Hotel e tragar sorvete, sem vontade, só para agir”.
(Trecho da Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, junho, 1927)

Las Vegas

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Vista dos canais de Veneza, reproduzidos dentro do Hotel

Saí para conhecer um pouco a cidade e visitei alguns hotéis bem famosos: Belaggio, Treasure Island, Flamingo e o inacreditável Venetian. No Venetian (como o próprio nome já nos antecipa) eles reproduziram Veneza. Na realidade, imponência é o que não falta aqui.

Cheguei a Vegas!

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vegas

Haviam me precavido: de dia não há nada para se fazer em Las Vegas. Uma pena. Está um frio de lascar aqui, mas muito, muito seco. Até agora não consegui dormir. Acho que estou com jetleg (algo como sentir o impacto da diferença de horários, por conta das horas de viagem).

Até chegar a Vegas…

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… foram 5 horas de viagem de Miami a Las Vegas. Uma das melhores experiências gastronômicas foi comer o sanduiche servido dentro do avião - American Airlines. Quanta diferença das barrinhas de cereal… ;-)

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