Cuscuz Paraense

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Ingredientes:

210 g de frango desfiado ou cortado em cubinhos
80 g de farinha de mandioca
140 ml de água
30g de pimentões vermelho, amarelo e verde
2 castanhas-do-Pará cortadas
50g de ervilha
50 g de milho
1/4 de caldo de legumes
cebola picada
manteiga
pimenta do reino
sal agosto

Modo de fazer:

Derreta a manteiga em uma panela e refogue a cebola. Quando a cebola estiver translúcida, misture os demais ingredientes. Deixe refogar um pouco. Separadamente derreta o 1/4 de tablete de caldo de legumes na água (140 ml) e adicione ao refogado. Tire do fogo e deixe esfriar. Coloque a farinha logo em seguida acrescente o restante do tempero (acerte o sal e a pimenta do reino). Misture e sirva.

RECEITA RBA - 25.06.08 - Bolo podre

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Ingredientes:

1 litro de leite
1 litro de tapioca
200 ml de leite de coco
1 pau de canela

Modo de fazer:
Ferva o leite acrescente o pau da canela e o leite de coco. Deixe ferver e em seguida acrescente a tapioca. Despeje em uma forma untada com manteiga e deixe esfriar. Leve à geladeira e sirva quando estiver firme.

Receita RBA - 24.06.08 - Peixe ao molho de tucupi

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Ingredientes:

180g de peixe
8ml de tucupí
2colheres de goma
jambu
sal
pimenta agosto

Modo
Ferva o tucupi. Em seguida coloque duas colheres de goma até engrossar. Tempere o filé de peixe com sal e pimenta a gosto e grelhe. “Deite” sobre ele o creme de tucupi e o jambu previamente cozido.

A receita mais pedida - Pudim de pupunha

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Vou fazer um mea culpa. A receita demorou a entrar, mas ei-la:

Para fazer o pudim de pupunha, você vai precisar de:

1 lata de leite condensado
A mesma medida (lata) de leite líquido
1/2 medida (lata) de pupunhas cozidas, sem caroço e passadas no processador
2 ovos
sal (bem pouco, só para “temperar”)
e canela (em pó) para temperar.

Bata todos os ingredientes no liquidificador e reserve.

Faça a calda de açúcar e água (mesma medida de açúcar e água), caramele forminhas (utilizamos aqui as plásticas, desde que sejam resistentes às altas temperaturas) e despeje a mistura do pudim em cada uma delas. Leve para cozinhar ao vapor por 30 minutos, aproximadamente. Retire, deixe esfriar e leve à geladeira. Sirva gelado.

Receita RBA - 23.06.08 - Filé ao balsâmico

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Ingredientes:

160 g de filé
104 g de arroz
90ml de creme de leite
60ml vinagre balsâmico
80ml licor de curaçau
cebola, manteiga
pimenta do reino a gosto

Modo de preparo do molho:
Derreta 1 colher de (sopa) de manteiga sem sal e deixe fritar. Coloque o licor de curuçau e deixe flambar. Em seguida coloque o vinagre balsâmico.

Modo do acompanhamento (risoto):
Derreta a manteiga e coloque a cebola e a pimenta do reino. Deixe dourar e, em seguida, coloque o creme de leite.
Misture o arroz.
Tempo do filé no forno: 8 minutos.

Receita RBA - 20.06.08 - Charlotte de cupuaçu

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Ingredientes:

500 g de cupuaçu
1 1/2 lata de leite condensado
1 1/2 lata de creme de leite
3 g de gelatina sem sabor dissolvido em 10 ml
125 ml de chantilly
Coco ralado para decorar

Modo de fazer:
Para preparar a calda do cupuaçu, leve a polpa da fruta ao fogo médio, com um pouco de água por alguns minutos.
Separe o cupuaçu da água (coe). Reserve a fruta.
Com água prepare um suco (basta acrescentar uma colher de sopa de açucar e bater a mistura no liquidificador).
Molhe o biscoito de chanpagne no cupuaçu.

Para o recheio vc vai precisar do restante da polpa da fruta. Misture o cupuaçu com 1 1/2 lata de creme de leite, 1 1/2 lt de leite condensado. Bata no liquidificador até ficar homogêneo. Monte as camadas e leve ao congelador. Sirva firme e gelada.

Receita RBA - 19.06.08 - Espaguete B&C

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Ingredientes:

90 gramas de tomate
70 g mussarela de bufala
180 g macarrão
3 colheres de (sopa) de azeite
alho a gosto
sal a agosto
manjericão.

Modo de preparo.

Primeiro misture o azeite, o tomate, sal, alho e manjericão.
Logo em seguida coloque o macarrão e coloque a mussarela de búfala por cima. Assim, fácil e está pronta para servir.

Receita RBA - 18.06.08 - Biscoito de Champagne

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Ingredientes
3 ovos separados
100g de açúcar
75g de farinha de trigo peneirada
açúcar de confeiteiro

Modo de preparo

Unte a assadeira e forre com papel-vegetal.
Bata as claras em neve e junte aos poucos a metade do açúcar até endurecer e ficar acetinado.
Separadamente bata levemente as gemas com o resto do açúcar. Despeje devagar no merengue e junte a farinha.
Esprema com saco de confeitar na assadeira e polvilhe o açucar de confeiteiro.
Asse a 180 graus, até dourar, por 10 min. Rende de 10 a 12 porçoes.

Canela - Coluna de 22.06.08

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Coluna de 22.06.08
Título: Canela
Subtítulo: O perfume da madeira doce faz a diferença na culinária

Gosto muito de temperos e especiarias. Sempre que viajo, reservo um tempo para procurar temperos diferentes e especiarias exóticas. Essa semana estive em Florianópolis, em um encontro da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e no último dia, fui ao Mercadão de Floripa, em busca dessas preciosidades. Pode até parecer lugar comum, mas eu não resisto à canela. Lá estava eu, com vários pacotinhos e frascos, quando vi variedades de canela e me rendi ao seu perfume. Já no avião, enquanto pensava no que escrever, decidi ir atrás das curiosidades que cercam essa madeira, tema da coluna deste domingo. Ah, a receita é um biscoito de canela, perfeito para aquele café (ou chá, conforme sua preferência) da tarde.
Mas não se engane. Embora quase sempre achemos que canela é para doce, há muito tempo os indianos descobriram a associação harmoniosa da canela com pratos salgados. E as combinações não param por aí; há muitos outros pratos (e bebidas, inclusive) em que a canela é imprescindível.
Boa leitura e bom apetite!

A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia e conhecida há mais de 2500 anos a.C. pelos chineses. Seu nome científico, “cinnamomum”, segundo referências, é derivado da palavra indonésia “kayu manis”, que significa “madeira doce”. Mais tarde, recebeu o nome hebreu “quinnamon”, que evoluiu para o grego “kinnamon”.
A canela era a especiaria mais procurada na Europa e seu comércio era muito lucrativo. O monopólio do comércio da canela esteve nas mãos dos portugueses no século XVI, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, quando esses expulsaram em 1656 os portugueses do Ceilão, e depois, passou para as mãos dos ingleses, a partir de 1796, quando esses ocuparam essa ilha.
As canelas são algumas das espécies mais antigas conhecidas pela humanidade. A mais difundida é a Cinnamomum zeylanicum, originária do Ceilão, atual Sri Lanka. Outras, entretanto, como a Cássia (Cinnamomum cassia), chamada de falsa-canela e conhecida como canela-da-China, também têm importância econômica. Esta espécie é uma Laurácea arbórea muito cultivada nas províncias do sudoeste da China. As partes mais úteis das canelas são o córtex dessecado e o óleo. O óleo é obtido das folhas por destilação, por arraste a vapor. Seu principal constituinte é o aldeído cinâmico, cujo teor pode ser superior a 80%.
Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antigüidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China. Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé sua esposa Popea, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma! Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.
Simbolicamente, a canela é uma especiaria ligada ao amor, sendo empregada muitas vezes como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Há quem acredite que ela atrai o sucesso nos negócios, trazendo sorte e determinação para a resolução de problemas.
Ficha da planta
Família: Lauráceas
Origem: Ceilão, Birmânia, Índia
Outros nomes populares: caneleira, caneleira-da-índia, caneleira-de-ceilão, cinamomo e pau-canela.
Outros Idiomas: cinnamomi (latim), cinnamon (inglês), canela (espanhol), cannelle (francês), cannella (italiano) e zimt (alemão).
Características: A caneleira é uma árvore que requer cerca de 1.300 mm de chuva por ano e temperatura média anual de superior a 21° C. A casca dos ramos é comercializada em rama (pau), raspas e pó. A caneleira é utilizada na culinária e na fabricação de bebidas, medicamentos, perfumes e sabonetes. Outras espécies do gênero Cinnamomum e Cassia também produzem canela. A canela é uma árvore de ciclo perene e que atinge até 8 a 9 metros de altura. O tronco alcança cerca de 35 centímetros de diâmetro.
As folhas são coriáceas, lanceoladas, com nervuras na base, brilhantes e lisas na parte superior e verde-claras e finamente reticuladas na parte inferior. As flores são de coloração amarela ou esverdeada, numerosas e bem pequenas, agrupadas em cachos ramificados.
Composição Química: acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino e vanilina. Partes Usadas: Óleo essencial e casca desidratada.
Propriedades Medicinais: Adstringente, afrodisíaca, anti-séptica, aperiente, aromática, carminativa, digestiva, estimulante, hipertensora, sedativa, tônica e vasodilatadora.
Secagem da casca: primeiramente em local sombreado e bem ventilado por 4 a 5 dias; em seguida é exposta ao sol, não muito intenso.
Armazenamento: em recipientes de vidro bem limpos e fechados.
Usos:
Culinária: para condimentar presunto e alguns tipos de carne, no preparo de doces, pães doces, arroz-doce, bolos, tortas de frutas, cremes para pastéis e panquecas doces, frutas condimentadas, compotas, pudins e bebidas quentes como o chocolate e o café.
Cosmética: para dar brilho nos cabelos; usada em pastas dentais e óleos bronzeadores.
Saúde: Contra gases abdominais, úlceras estomacais causadas por stress, hipertensão arterial, resfriados e dores abdominais.
Contra-Indicações: gestantes.
Efeitos Colaterais: irritações na pele.

Receita dos biscoitos de canela
350g farinha de trigo
160g manteiga gelada
2 ovos
225g açúcar mascavo
2colheres (sopa) de canela em pó

1 gema com 1 colher (sopa) de rum para pincelar
açúcar granulado para polvilhar

Ponha a farinha sobre uma superfície de trabalho, pode ser a mesa de casa, bem limpa. Abra um buraco no meio e coloque aí a manteiga picada rapidamente para não a amolecer, os ovos e o açúcar misturado com a canela. Misture tudo rapidamente, envolvendo a farinha com os outros ingredientes usando as pontas dos dedos, sem amassar demais. Faça uma bola, com essa mistura, envolva em papel alumínio e leve à geladeira por uma hora.
Forre dois tabuleiros (ou duas formas) com papel vegetal. Numa tigela, misture a gema de ovo com o rum, e reserve.
Pré aqueça o forno a 180ºC.
Depois de uma hora, retire a massa da geladeira e sobre uma superfície lisa e polvilhada (pode ser a mesma mesa), estenda a massa e vá cortando com um cortador de bolachas. Não tme um? Não se desespere! Pegue um copo e vá cortando os biscoitos coma boca do copo, tendo cuidado de soltar a massa da boca do copo com carinho, para não quebrar.
Disponha os biscoitos no tabuleiro (ou forma) e pincele-os com a mistura de gema e rum, e leve ao forno durante mais ou menos 10 minutos. Verifique se já estão bem assados.
Retire do tabuleiro com uma espátula e deixe amornar antes de guardar em recipiente hermético.

RUBINHO, ABRA UM BOX AQUI, ONDE VAI ENTRAR A RECEITA DO SLOW FOOD
RECEITA SLOW FOOD
Frango com molho de mel, gengibre, laranja e canela
Ingredientes (2 pessoas)
2 filés altos de peito de frango
1/2 gengibre ralado
4 laranjas
2 colheres de sopa de mel
sal
pimenta do reino
canela em pau
cravo
manteiga

Modo de fazer
Tempere os filés com sal e pimenta do reino. Grelhe. Se não tiver grelha pode fazer na frigideira mesmo, com um fiozinho de óleo, reserve.
Numa panela coloque o suco das laranjas coado, o suco do meio gengibre ralado (rale e esprema com a mão), o mel, meia colher de chá de manteiga (apenas para um toque de sabor e brilho), um pedaço pequeno de canela em pau e 1 cravo. Esses dois últimos ingredientes não devem se sobressair, eles estão aí apenas para dar profundidade ao molho.
Deixe ferver em fogo baixo e mexa de vez em quando. Quando começar a engrossar está pronto. Prove e se necessário acrescente mais mel e suco de gengibre se você gostar bem picante.
Coloque o frango no prato e o molho em cima. Sirva com arroz branco e batata assada ou rösti.

O Consumidor verde - coluna de 15.06.08

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Coluna de 15.06.08
Tema: O consumidor verde
Subtítulo: Hábitos saudáveis e conscientização sustentável compõem um novo perfil de consumidores no Brasil.

Há alguns dias ouvi uma expressão e desde então o tema não me sai da cabeça: o consumidor verde. Soa estranho, quando ouvimos pela primeira vez, mas basta um olhar mais apurado e é possível entender do que se trata.
Sempre que posso falo do Slow Food. Sou o presidente e fundador do convivium Amazônia e digo para todos que essa é minha maior conquista. O que tem a ver o Slow Food com o “consumidor verde”? Tudo. Mas não é um desafio fácil de vencer. Olhe ao seu redor. Vivemos num mundo em que a busca pelo dinheiro impera. Não pretendo fazer um discurso do “capitalismo selvagem”, já que eu mesmo trabalho muito e preciso me manter, pagar minhas contas e meus funcionários. Falo da pressa pelo dinheiro. Maximizamos o tempo em busca de oportunidades e minimizamos o tempo que levamos para nos alimentar; comemos literalmente qualquer coisa na rua.
Estamos, paulatinamente, trocando os momentos de alimentação tranqüila com a família, por pizzas congeladas e comidas injetadas de hormônio. Longe de ser uma crítica, é uma chamada a quem regula valores e preços do que compramos.
Quando vou ao supermercado, por exemplo, tenho muita vontade de encher o carrinho com produtos socialmente responsáveis, legumes e verduras orgânicos, mas você, leitor, já viu quão caro eles são? Você já reparou que pagamos um absurdo por produtos da terra e os que vêm de fora são um pouco mais baratos?
A coluna de hoje aborda a crescente “onda” de consumidores verdes. Aliás, o termo apareceu numa reportagem de “O Estadão”. Um excelente domingo a todos!
As dicas a seguir foram retiradas do site: http://www.sustentabilidade.org.br

Dê Preferência a Produtos Ambientalmente Corretos
Procure consumir produtos com base no eco-design, que procuram minimizar ao máximo os seus impactos ambientais, considere todos os estágios da mercadoria (matéria-prima, produção,embalagem, distribuição,descarte, reciclagem). Apoiar empresas que investem em reciclagem também é sempre uma idéia!
Dê destinação adequada para o lixo
Separe o lixo orgânico do restante. O lixo orgânico pode gerar adubo ou produzir energia e o resto poderá ser reciclado, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais;
Seja um consumidor consciente
A sustentabilidade está relacionada aos modelos dos sistemas de produção e de mercado, que respondem livremente às demandas da sociedade. Havendo procura, haverá oferta. Portanto, as escolhas do consumidor podem definir um caminho na direção de um modelo que devasta o meio ambiente e gera desigualdade social ou de um modelo mais harmônico com as leis da vida. Poucos se dão conta desta relação sistêmica e de sua responsabilidade individual na hora de escolher um produto qualquer.
- Compre produtos produzidos na sua região. Produtos que vêm de fora fazem o dinheiro sair do município, dificultam o desenvolvimento econômico local. O que fica é o lixo;
- Utilize papel reciclado. Sua produção demanda menos energia e recursos naturais;
- Consuma alimentos orgânicos. Eles são melhores para a saúde pois, contém menos produtos químicos; Eles são melhores para o terra, pois seu método de produção não reduz a fertilidade natural e a biodiversidade do solo; Eles não contaminam as águas pelo uso de fertilizantes e agrotóxicos petroquímicos que são carregados pela chuva a lençóis freáticos e rios; O aumento do consumo fará o preço do orgânico ser reduzido;
- Consuma menos carne vermelha. O gado confinado no mundo consome metade da produção de grãos; O gado solto, como é o caso do Brasil, promove o desmatamento para o plantio de pasto; Em ambos os casos, a produção de 1 Kg de carne consome 200 litros de água potável. O mesmo Kg de frango só consome 10 litros de água;
Verifique a procedência daquilo que comprar
- Use papel ou outros produtos reciclados. Isso reduz a necessidade de extração de recursos naturais;
- Verifique se o produto a ser comprado é certificado: o mercado de madeira ilegal, por exemplo, contribui para o desmatamento, exploração do trabalho e suas respectivas conseqüências;
Desenvolva hábitos simples
- A complexidade da vida moderna tem como ponto fundamental o livre comércio associado a um poderoso sistema de marketing que estimula o desejo, mais do que satisfaz necessidades, por meio de estratégias que exploram as condições psicológicas dos indivíduos. “Status” e poder são manifestações do ego. Mas o sistema de produção necessário para suprir essa demanda gera pressões sobre o ambiente natural que, segundo a pegada ecológica, já não tem mais condições de se recuperar mantendo o mercado global sustentável. É necessário reduzir o consumo e isso é responsabilidade de cada um.
Conheça o Slow Food (texto adaptado da revista Vida Natural)
O conceito slow food vem na contracorrente do fenômeno da produção e da alimentação em massa, rápida e padronizada do fast food - ou “gastro-anomia” (anomia é a falta de qualquer regra), chiste criado pelo sociólogo francês Claude Fischler para explicar a mudança do comportamento alimentar depois do surgimento e consagração das redes de fast food. Mas os rebeldes do slow food não são de quebrar vitrine de loja nem de organizar boicotes. E são tão comuns e insuspeitos que, de repente, você é um deles e nem sabe.

Slow food é comer melhor. É sentar-se à mesa diante de uma verdadeira refeição, em paz, na companhia de pessoas muito queridas (por “verdadeira refeição”, entenda-se pratos acabadinhos de preparar, fartos e saborosos). É investir tempo e energia para obter alimentos tão gostosos quanto saudáveis. É tornar o ato de comer uma experiência gratificante, prazerosa, que não somente nos mantém vivos como aguça nossos sentidos. Esquenta o coração. “Guiadas pelo instinto de preservação, as pessoas estão mais atentas à qualidade de vida. É uma tendência planetária, e isso inclui comer melhor”, diz Josimar Melo, crítico de gastronomia.

O que a confraria invisível do slow food está sinalizando é que para comer gostoso é preciso entrar no clima, sentir o presente, desvendar cada sabor, apreciar as formas, as cores dos alimentos frescos, perceber a conexão do que comemos com tudo e todos que estão à nossa volta. Faz sentido.

Quando mantemos atenção na comida e no alimentar-se, vivendo o aqui-agora e em sintonia com nossos convivas, estamos sendo amigos de nosso corpo, predispondo-o a aceitar melhor o que ingerimos. São coisas como se deixar envolver pelo aroma que sobe quentinho do prato, resgatar sensações que viraram lugar-comum na linguagem - como a da comida que dá água na boca. Em suma, quando apreciada, a feijoada pode cair mais leve do que um sanduíche engolido em pé no balcão.

Tudo começou na Itália com a abertura de uma loja McDonald’s em plena Praça de Espanha, em Roma, berço da boa culinária. A inauguração gerou reações que repercutiram internacionalmente. A partir daí, um grupo liderado pelo jornalista Carlo Petrini fundou, em 1986, o Slow Food - a facção organizada e militante do movimento. A idéia original era deter a padronização do sabor e a manipulação dos consumidores de comida rápida e industrializada em todo o mundo.

A importância da preservação do sabor original dos alimentos e da convivência com as pessoas ainda são os pilares mais fortes do movimento, que hoje conta com mais de 60 mil membros, sendo metade na Itália. Como forma de resgatar a biodiversidade do sabor, cada um dos núcleos dessa irmandade fornece suporte econômico e divulgação para iniciativas coletivas e individuais.

Em 1989, delegações de todo o mundo encontraram-se na Opéra Comique, em Paris, para aprovar o Manifesto Slow Food, onde afirmam: “Deixem-nos redescobrir o sabor e o aroma da cozinha regional e banir o efeito degradante do fast food. Em nome da produtividade, a vida rápida mudou nosso jeito de viver, nossa intimidade com o meio ambiente e com a terra”. Surgiu aí o símbolo do movimento - o caracol, que devagar, como sabemos, vai ao longe.

Respeito à natureza
Ser adepto do Slow Food não é só uma questão de velocidade, de ritmo ao ingerir os alimentos. Considerar a qualidade e a origem do que se está levando para dentro do corpo é o cerne do movimento, que assim nada tem a ver com o imperativo “coma devagar, menino!”.

O conceito está ligado à valorização do sabor original do alimento, cultivado no seu tempo e meio natural, preservando a biodiversidade do meio ambiente, a terra e produtor local, que tem uma relação vital com a natureza. No manifesto do movimento, há um trecho esclarecedor, que diz o seguinte: “Se queremos aproveitar o prazer que o mundo nos dá, temos que descobrir um equilíbrio de troca e respeito com a natureza. Nosso prazer não pode estar desconectado do prazer dos outros, mas sim conectado com a preservação (e em muitos casos com o resgate) do meio em que vivemos. É por isso que gostamos de nos definir eco-gastrônomicos”.

Cultura no prato
A Arca do Sabor, um programa gerido pelos seguidores do slow food no Brasil, identifica e cataloga produtos, animais e pratos que estão ameaçados de desaparecer. Porque, afinal, alimentação é cultura. Reconhecemos um povo também pelo o que vai à mesa: por trás de cada prato existe uma tradição na forma do preparo, na escolha do ingrediente, no jeito de servir e até de comer. De onde vem a carne? O que a vaca comeu? Será que o tomate foi bombardeado por agrotóxicos? E a alface, é hidropônica? Que tipo de conservantes há no pão? No fim das contas, esbarramos na questão: afinal, que qualidade queremos para nossa vida? Enfim repetindo aquele bordão, a gente é o que a gente come!

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